Entrevista: Räge

 


- Para os leitores do site FullRock que não conhecem o trabalho da RÄGE, poderiam descrever os principais pontos da carreira de vocês até aqui?

A RÄGE começou as atividades em 2024 escrevendo material e tocando alguns shows, em 2025 lançamos o nosso álbum com 10 músicas, duas delas com participações especiais de Caio MacBeserra (Project46) e Diego Sanctus (Chaos Synopsis), desde então dividimos o palco com diversas bandas da cena underground, bandas nacionais e internacionais também (Black Pantera, Marcello Pompeu do Korzus, Contortion dos EUA, Podridão, entre outras)

- “Agressive Nature” é o primeiro álbum da banda e foi lançado de forma independente, como ele vem sendo recebido até aqui?

Foi uma estreia e tanto. O álbum tem sido muito bem recebido pelo público, shows lotados, o pessoal aprende a letra dos sons e cantam junto nos shows. Com certeza esse lançamento ajuda a gente a conquistar essa base sólida de fãs, e fico feliz com isso, é sinal que nossa música consegue se conectar com quem ouve.

- Um ponto que salta aos olhos no álbum, é que vocês optaram pelo português para passarem as suas mensagens, juntamente com o inglês, algo pouco usual para banda de Metal. Por qual razão resolveram seguir por este caminho?

Só por preferência mesmo, gostamos de compor nas duas línguas e sentimos que não precisávamos resumir o trabalho do álbum a um idioma só. Tanto o português quanto o inglês tem aspectos diferentes para serem explorados e seguindo esse caminho conseguimos fazer uma combinação interessante.

- O Som da RÄGE é difícil de ser rotulado, mas eu consegui enxergar similaridades com o Thrash. Vocês concordam com tal afirmativa? Caso não concordem, como vocês se definiriam?

Sim e não. No nosso som dá pra encontrar influências de death metal, thrash, hardcore, groove e metalcore. Mas falando de rótulos, nossa base principal é no death metal.

 - Particularmente gostei bastante de “Guerra”, pois ela meio que sintetiza o que temos em todo o disco. Como vem sendo a aceitação dele com o público, e quais do material vem sendo mais pedidas nos shows da banda?

Guerra é uma das músicas que se saem muito bem nos shows, letras em português incentivam o público a cantar junto, fica uma energia surreal. Torn, Corpo Seco e New Death, e pra ser sincero todo o resto do álbum, são outros sons que também são extremamente enérgicos ao vivo.

 - A produção do CD é outro fator importante, o que você pode nos dizer sobre o processo de produção de “Agressive Nature”?

Ele foi produzido no Audiolab Extreme Studio, em Taubaté, São Paulo. O Niko, além de ser nosso batera, auxiliou as sessões de gravação e fez toda a mixagem/pós produção.

- Confesso que demorei muito para entender a proposta musical de vocês, este tipo de afirmativa tem chegado ao conhecimento de vocês através de outras pessoas? Quais referências musicais vocês buscam no momento de compor as canções da RÄGE?

Chega a ser engraçado, mas já vi pessoas em nosso show dizendo todo tipo de gênero pro nosso som, acho que faz parte da nossa proposta causar esse tipo de confusão, apesar de nos atribuirmos como Nü Death, a real é que gostamos de fugir dos rótulos. Colocamos todo tipo de gênero musical, simplesmente tocamos o que gostamos de ouvir, referências que vão de Sepultura e Slipknot até Napalm Death e Morbid Angel.

- Recentemente recebi o produto digital e fiquei de queixo caído com a arte da capa. Como ela é muito subjetiva, teria como nos ajudar a compreendê-la?

A capa foi feita por mim (Ian) e basicamente eu tentei transmitir toda a atmosfera da sonoridade do álbum pro visual. Violência, sangue, agressividade e destruição numa paisagem apocaliptica bem direta e vermelha, com nós 3 no meio de tudo, intactos em meio ao caos.

- Quais os planos da banda para um futuro próximo? Um novo álbum já está sendo composto? Pretendem seguir o mesmo direcionamento musical?

Já começamos a trabalhar no sucessor do Agressive Nature, em Abril nossa turnê de divulgação do álbum chega ao fim e vamos voltar 100% para o estúdio, algumas instrumentais estão começando a ganhar vida e a ideia é voltar mais pesados e mais extremos do que a primeira impressão. Bem provável que até o final de 2026 seja lançada alguma novidade e garanto que vai ser brutal.

- Obrigado pelo tempo cedido para a equipe da Fullrock, é chegado o momento das considerações finais…

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About Pedro Hewitt

Trabalha desde 2002 com produção de shows em Teresina. Teve a oportunidade de trabalhar com grandes nomes do Heavy Metal e Rock and Roll como Paul Di Anno, Ira!, Hangar, Angra, Shaman, Andralls, Drowned, Clamus, Dark Season, Megahertz, Anno Zero, Empty Grace, Morbydia, Káfila, entre outros.

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