Entrevista - Quantum Noctem

 

- Para Quem não conhece a história da QUANTUM NOCTEM, poderia relatar para os nossos leitores os principais momentos da carreira da banda até aqui?

Somos todos moradores do Distrito Federal e já participamos de outros projetos juntos ao longo dos últimos 11 anos. Mais ou menos em 2018, eu (Matheus) e o Márcio tivemos a ideia de montar um projeto onde poderíamos explorar nossas influências em um jeito mais livre de composição e sem nos preocuparmos com uma estrutura rígida e estilos definidos. Depois de algum tempo ajustando os planos, resolvemos colocar em prática e convidamos Victor para assumir os vocais e o Renan para assumir a batera.

- “Utopia” é o primeiro álbum e adorei a proposta. Por qual razão resolveram abraçar o Prog Metal? Quais as influências dos compositores para conseguirem montar um material tão coeso?

As influências são as mais variadas. Passam desde o Power, Death, Hard, Trash e Nu metal. Nós não miramos no Prog (por incrível que pareça). Nossa proposta era justamente compor de maneira livre e sem aquele compromisso exigente de quando você já tem um estilo definido e por uma questão de costume ou de fanatismo precisa se manter dentro daquela linha. Tanto que nem nos consideramos Prog. Quando a gente se apresenta, costumamos nos classificar como algo experimental. Não tínhamos essa ideia de um estilo previamente definido e fomos trabalhando nas músicas conforme as ideias para cada parte de cada uma delas iam surgindo.

- “A arte da capa de “Utopia” é magnífica, assinada por João Duarte. Qual a mensagem que ela esconde? Pode nos dar alguns spoilers?

Utopia é um reino criado pelas Nornas (Mitologia Nórdica) ou irmãs do destino (Mitologia Grega). Em um pacto realizado entre elas, decidiram que não iriam interferir na vida de um ser recém-criado e o deixariam realizar tudo o que quisesse. O reino foi criado para que não houvesse problemas no mundo “normal”. Esse personagem então passa por todas as fases da vida sem a interferência das irmãs, porém descobre que esse reino é falso e consegue retornar de alguma forma causando colapso entre Utopia e o nosso mundo. Provavelmente esse problema só será resolvido na sequência que já está sendo escrita.

- A produção ficou à cargo do baixista Matheus. Por qual razão optaram por ele, em detrimento de um produtor externo?

As questões eram muitas. Embora saibamos que ter alguém de fora dando palpites e fazendo ajustes e aplicando ideias e técnicas, entendemos também que ajustes mais específicos sobre o som e sobre os resultados pretendidos seriam resolvidos de forma mais prática se deixássemos tudo à cargo de nós mesmos. Além disso, nossa forma de compor (mais rápida, prática e direta) exige que as ideias sejam gravadas de maneira quase que definitiva assim que são concebidas. Dito isso, nada melhor do que mostrar que é possível fazer um bom trabalho e é possível ser imparcial usando o “santo de casa”.

- Podemos dizer que “Utopia” é um álbum conceitual? O que os temas das músicas sugerem para os ouvintes?

Totalmente conceitual. Ele está amarrado a uma história central, mas pode facilmente ser usado para reflexões usando as músicas de modo individual. Sugerimos “Dream Slayer”, “Wheel of Destiny”, “Combustion” e “Time Machine”.

- “Dream Slayer” é a musica de abertura, e achei muito acertado ela começar o disco. O que essa faixa em específico representa pra vocês e qual a importância dela para a funcionalidade do material?

Essa música é especial pra gente porque foi literalmente a primeira música a ser absorvida pela Quantum Noctem. Eu (Matheus) e Márcio estávamos com a ideia de compor um single aleatório para disponibilizar nas redes sociais e depois de gravarmos o instrumental dela, um acidente doméstico deixou o Márcio de molho por um tempo. Assim que ele voltou a ativa, resolvemos iniciar de vez o projeto Quantum Noctem e incluímos essa composição como música de abertura. Além dessa importância sentimental, essa composição teve influência total nas demais composições do álbum, servindo como uma espécie de guia para o material sonoro que queríamos apresentar.

- Outra que me chamou a atenção foi “Bleed Like a Hero”. A sua letra achei bem forte, concordam? Quem geralmente escreve as letras na QUANTUM NOCTEM?

Sim! É uma das letras mais poderosas que temos com certeza! Com exceção de “Wheel of Destiny” todas as letras foram escritas pelo Victor. O cara é uma máquina de poesia e consegue transmitir e impor todas as sensações e sentimentos aliando seu dom de escrita a sua excelente técnica vocal.

- “Close your Eyes” ganhou uma versão estendida, por qual razão resolveram incluí-la desta forma?

Na verdade, a versão estendida seria a única no álbum. Acontece que achamos ela bem grande e com muitos momentos instrumentais, o que dificultaria na escolha da música para entrar em playlists e eventualmente tocar em alguma rádio. Resolvemos então reduzir a música e, como forma de homenagem, lançar a versão original como bônus.

- Imagino que vocês já devam estar realizando shows. Como tem sido a recepção do álbum junto aos fãs?

Infelizmente ainda estamos na fase de planejamento. Como a maioria não vive exclusivamente da música, estamos levando algum tempo para realizar os ajustes de rotina necessários e aproveitando para realizar os contatos necessários para aí sim iniciarmos os shows e abrir a agenda de forma definitiva.

- Obrigado pelo tempo cedido ao site Fullrock. Fica aqui o espaço para as considerações finais...

Agradecemos o contato e a oportunidade e estamos felizes por conseguir transmitir o nosso som exatamente da maneira que nos agradou. Assim que anunciados, aguardamos vocês nos shows e eventos que anunciarem a Quantum no cast e prometemos que a experiência será incrível.

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About Pedro Hewitt

Trabalha desde 2002 com produção de shows em Teresina. Teve a oportunidade de trabalhar com grandes nomes do Heavy Metal e Rock and Roll como Paul Di Anno, Ira!, Hangar, Angra, Shaman, Andralls, Drowned, Clamus, Dark Season, Megahertz, Anno Zero, Empty Grace, Morbydia, Káfila, entre outros.

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